Acer negundo – Bordo-negundo

páginas superiores de zêlha, enguelgue, bordo-de-mompilher cores outonais - Acer monspessulanum
Acer monspessulanum – Zêlha
29 Outubro 2018
inflorescências amarelada, pendentes de bordo-de-granada - Acer opalus
Acer opalus – Bordo-de-granada
19 Novembro 2018

Bordo-Negundo

ABREVIADO

O bordo-negundo provém do continente norte-americano, onde ocupa extensas áreas. Introduzido na Inglaterra em 1688, mais precisamente no jardim do bispo de Londres, fora depois espalhado pelo resto do Continente; essencialmente como árvore ornamental em jardins e arruamentos. Este sucesso deve-se à sua agradável sombra e ao suave amarelo outonal das folhas. Como tem sementes facilmente transportáveis pelo vento, assilvestrou-se ao longo das margens de rios, zonas húmidas e vales frescos, acabando por integrar e misturar-se com o resto da flora europeia. É uma árvore de crescimento rápido, de porte mediano, que não excede 20 metros de altura. Tem folhas caducas que mais se parecem com as do freixo-de-folha-estreita que com a dos outros bordos. Possui copa colunar larga, difusa e um, ou mais troncos curtos.


 

DESCRIÇÃO

Árvore de 10 a 20 m de altura. Copa colunar larga a irregular devido aos numerosos raminhos que brotam dos ramos ascendentes; raminhos verdes com lenticelas e nós bem marcados; tronco curto com diâmetro não indo além dos 90 cm; primeiro cinzento-claro, torna-se depois fissurado e cinzento-escuro com a idade.
Folhas opostas, compostas, decíduas, pecioladas, imparifolioladas; de 3 a 5 folíolos, por vezes 7 a 9; desiguais, 5-10 cm de comprimento e 3-7 cm de largura, sendo o terminal maior de 10 x 6 cm, ovado-acuminados; verde-claras e brilhantes na página superior, verde-pálidas na inferior; margens irregularmente dentadas, que se estreitam progressivamente até ao ápice; ficam amarelo-claros no outono.

Espécie dióica, com flores em filamentos providas de longos pedúnculos; unissexuais, sem pétalas nem disco nectarífero, encontram-se em árvores diferentes, aparecem geralmente antes das folhas. As masculinas em corimbos pendentes, verdes ou rosadas e anteras vermelhas. As femininas, em racimos pendentes, verde-amarelo. A floração ocorre de Março a Abril.
Os frutos dispostos em amentos que se desenvolvem antes ou durante as folhas, formam longos cachos de duplas sâmaras com asas pouco divergentes, em ângulo agudo com 4 cm de extensão, amadurecem de Agosto a Setembro. As sementes persistem na árvore depois da queda das folhas. Adquire maturidade reprodutiva por volta dos 15-20 anos, ou menos.
As gemas pubescentes, são pequenas, com dois a três pares de escamas, brancas ou algo cinzento-claro.
Ritidoma liso e cinzento, torna-se fissurado e cinzento-escuro a pardo com a idade.


ECOLOGIA

Desenvolve-se preferentemente em solos siliciosos, arenosos frescos, perto de cursos de água, vegeta igualmente em solos mais secos e pedregosos, suportando também solos ligeiramente calcários. Árvore com grande plasticidade ecológica; suporta a plena exposição solar ou a sombra, boa resistência ao vento, à seca e ao frio, até -32°C. É uma espécie pioneira com preferência por locais perturbados e frescos; surge em zonas de matagal e em bosques ripícolas degradados e nas bermas de caminhos que se naturalizou na Europa. Pode ocorrer até 600 m de altitude, ou mais.

Multiplaca-se por semente, mergulhia ou estaca e rebenta do cepo; naturaliza-se facilmente se as condições ecológicas o permitem. Crescimento rápido (as plântulas crescem até 1 metro no primeiro ano, se dispõem de solo rico e de água abundante). Longevidade fraca, não excedendo 100 anos.

 

DISTRIBUIÇ­ÃO

O bordo-negundo é oriundo da América do Norte, onde tem uma vasta distribuição autóctone. Vai do Canadá ao Centro e Leste dos Estados Unidos, México e Guatemala.

Em Portugal está naturaliza como árvore ripícola em Trás-os-Montes, Douro Litoral, Beira Litoral, Ribatejo e Açores.

 

O bordo-negundo, faz hoje parte da flora europeia

A sua madeira, de granulação fina e compacta é menos dura que a dos bordos europeus; é utilizada em marcenaria (móveis e instrumentos musicais) e no fabrico da pasta de papel.

Espécie pouco utilizada em arborização, encontra-se naturalizada no Centro e Norte do País, conjuntamente com a vegetação espontânea, sem ser invasiva. Destaca-se sobretudo como árvore ornamental em jardins e arruamentos, onde proporciona uma agradável sombra.
Existem vários cultivares com folhas matizadas de verde-claro e creme, como as variedades “elegans” e “variegatum”, ou verde-amarelo no caso da variedade “flamingo”. Durante o seu crescimento precisa de rega abundante, sobretudo durante a época estival, suportando depois os períodos de seca. Aceita bem a poda.

Resiste à poluição urbana.

 

Família:

SAPINDACEAE

 

Nome científico:

Acer egundo L.

 

Publicação: 1753

 

Grupo: folhosa caduca

 

Nomes vernáculos:

bordo-negundo, pau-ferro, acer-negundo, ácer-de-folha-de-freixo

 

 

 

Se pretende partilhar um comentário, colocar uma pergunta, acrescentar uma informação, ou observação, saiba que é possível fazê-lo; não precisa de se registar neste sítio. Basta digitar a sua mensagem no espaço “iniciar uma conversa“, depois clique no botão enviar e escolha, “Prefiro publicar como convidado”.