Jasminum odoratissimum – Jasmineiro-amarelo

Jasminum fruticans – Jasmineiro-do-Monte
12 Janeiro 2021
Esta foto mostra o pormenor de flor com cinco pétalas muito brancas e dois botões avermelhados de jasmineiro-galego, jasmim-branco, jasmim - Jasminum officinalis
Jasminum officinalis – Jasmineiro-Galego
5 Abril 2021

Jasmineiro-Amarelo

JASMINEIRO-AMARELO

O jasmineiro-amarelo é um atractivo arbusto de flores amarelas, delicadamente perfumadas. Nativo da Madeira e das ilhas Canárias onde tem por nome jazmín silvestre, cresce de forma ramificada, mas pode também ser conduzido em trepadeira. A sua floração amarela intensa, dura quase todo o ano, espalhando ao redor um subtil aroma. Aliás, não é por acaso que em francês tem o nome de jasmineiro-narciso. A cor e principalmente o perfume, faz lembrar esta flor primaveril.

 

 DESCRIÇÃO

Hábito: subarbusto de porte frondoso de folhas perenes que atinge 1,5 m de altura, ou até 3 m. Os ramos são verdes, rígidos e erectos. Cresce de forma ramificada.

Folhas persistentes, alternas, francamente pecioladas, compostas, geralmente trifoliadas. (1) 3 (raramente 5); folíolos coriáceos, ovados a lanceolados ou elípticos, ápice obtuso ou redondo; de cor verde-escuro, um tanto brilhantes, com a nervura mediana saliente e as secundárias bem aparentes; sendo o folíolo terminal de 1-5 x 1-2,5 cm, maior que os dois laterais 1,5-3 x 0,5-1,5 cm.

A inflorescência é constituída por 1 a 6 flores amarelas, reunidas numa cimeira terminal densamente ramificada de 2-10 x 1-10 cm. Flores hermafroditas até 1,5 cm de diâmetro, com um cálice tubular de 2-3 mm incluindo os dentes triangulares; corola 10-15 mm de diagonal; tubo de 10-14 mm; lóbulos largamente ovados; 2 estames e 2 carpelos, com as anteras visíveis à entrada do tubo. A floração muito aromática, que no meio natural ocorre de Fevereiro a Junho, pode ser observada por assim dizer todo o ano em jardins.

Frutos elipsóides de 8-15 x 7-10 mm cm; verdes primeiro, tornam-se negros e brilhantes com um envoltório translúcido quando maduros. Os frutos venenosos para os humanos, permanecem na planta durante o Outono e parte do Inverno, que as aves ao ingerir, acabam por dispersar. Cada baga contem 2 sementes pardas, quase tão largas como o fruto, estreitamente elípticas, convexas num lado e achatadas no outro.

Possui ritidoma liso e pardo-amarelado; ramos delgados, quadrangulares e nervurados.

ECOLOGIA

É uma espécie endémica da Madeira e das Canárias que pontua no zambujal ou em comunidades de substituição da Laurissilva do barbusano. É relativamente frequente nas encostas rochosas e ravinas da zona baixa e média das ilhas. Aceita substratos com pH ácido, neutro ou alcalino, sempre bem drenados e algo húmidos. Possui boa adaptação à seca, desenvolve-se em estações quentes, solarengas ou de meia-sombra, mas sem resistência a temperaturas negativas. De crescimento brando, ocorre sobretudo de 50 até 500 m de altitude, podendo chegar aos 1000 metros de altitude nas ilhas Canárias.
Longevidade desconhecida.
Propaga-se por semente e estaca.

 DISTRIBUIÇ­ÃO

Trata-se de um endemismo canário-madeirense, relativamente abundante e presente nos dois arquipélagos, excepto na ilha de Lanzarote.

No arquipélago da Madeira, encontra-se em penhascos e ravinas desde S. Vicente e Serra d’Água até à Portela e Caniço. No subarquipélago das Desertas, forma uma grande mancha no ilhéu Chão.

USOS

Esta espécie de jasmineiro possui um enorme potencial ornamental. É fácil de cultivar, pois aceita todo o tipo de substrato, resiste à seca e à intensa exposição solar; pode ser podada ou conduzida como trepadeira com os seus ramos flexíveis superiores a 3 metros. Por fim, a sua bela floração quase anual, espalha ao redor o seu subtil aroma.

O delicado perfume do jasmineiro-amarelo, levou a que seja um dos jasmineiros mais apreciados pela indústria da perfumaria.

À semelhança dos outros jasmineiros, a madeira do jasmineiro-amarelo, não tem proveito conhecido para a indústria madeireira. No entanto, o seu sistema radicular é um bom estabilizador de encostas, onde muitas vezes se desenvolve, evitando a erosão do solo.

Resistência à poluição urbana desconhecida

 

ADICIONAL

O botânico italiano Banfi criou um novo género

Enrico Augusto Banfi, botânico italiano, após ter efectuado investigações filogenéticas sobre o género Jasminum descobriu que as espécies que possuem folhas alternas e flores amarelas constituem um clado (monófilo) separado de todas as outras secções do género ou mesmo do próprio Jasminum. Tal evidência estabeleceu a necessidade de revisar a delimitação genérica de Jasminum, criando um género separado para as espécies com as características mencionadas. Como consequência, o novo género Chrysojasminum foi estabelecido.
Desta forma, segundo Banfi, Jasminum odoratissimum, passaria a charmar-se Chrysojasminum odoratissimum (L.) Banfi, 2014 – Jasminum humile a Chrysojasminum humile (L.) Banfi, 2014 e Jasminum fruticans a Chrysojasminum fruticans (L.) Banfi, 2014.
São três exemplos que damos, porém, guardamos a nomenclatura em vigor, Jasminum e não Chrysojasminum para este género.

Para mais informações, ver NCBI

 

Família: OLEACEAE

Nome científicoJasminum odoratissimum L.

Publicação: 1753

Grupo: folhosa perene

Nomes vernáculos: jasmineiro-amarelo

 

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