Frangula alnus – Sanguinho-de-Água

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Sanguinho-de-Água, Sanguinho, Amieiro-Negro, Fúsaro

SANGUINHO-DE-ÁGUA

 

DESCRIÇÃO

Hábito: Arbusto ou pequena árvore caducifólia, com 3 a 5 m de altura, raramente 7 m, de forma arredondada. Tronco erecto, casca cinzento-acastanhada, ramos ascendentes e ramagem pouco densa. Ramos e raminhos um tanto rubros. Ao contrário dos outros membros da mesma família botânica, não possui espinhos.

 

Folhas simples, inteiras, alternas e pecioladas; elípticas ou amplamente ovadas e acuminadas, com 3-8 cm por 2,5-6 cm. Providas de 7 a 9 (12) pares de nervuras laterais, quase paralelas e proeminentes por baixo. Página superior verde-escuro brilhante e a inferior verde pálido, glabra ou com pubescência sobre os nervos. Pecíolos de até 2 cm de comprimento, avermelhados, apresentam pequenas estípulas caducas nas folhas jovens. No Outono, as folhas passam a ser amarelas e vermelhas.

Flores branco-esverdeadas, hermafroditas, frouxas, com pedicelos de 4 a 8 mm, solitárias ou fasciculadas, agrupadas por 2-10 em cimeiras nas axilas das folhas. Flores pequenas com cerca de 4 mm de diâmetro, constituídas por 5 pétalas glabras e triangulares, menores que as 5 sépalas; 5 estames alojados na dobra longitudinal da pétala correspondente; um pistilo de estilete curto terminado pelo estigma. Floração discreta de Abril a Julho, muito melífera.

Após a polinização, o ovário evolui para uma baga globosa de 6-10 mm de diâmetro, inicialmente verde, depois avermelhada, torna-se negra quando totalmente madura, com 2-3 sementes, o que ocorre no fim do Verão e início do Outono. Não são comestíveis.

Gemas pequenas, com escamas diminutas e cobertas com pêlos acastanhados.

O ritidoma liso, é cinzento-acastanhado, com lenticelas; acaba por se fissurar nos ramos mais velhos. Os ramos jovens e raminhos são castanho-avermelhados, ligeiramente pubescentes, pontuados de lentículas mais claras.

 

ECOLOGIA

Planta de meia-sombra ou de plena-luz que se desenvolve em turfeiras, terrenos alagadiços, em galerias ripícolas ou matagais húmidos, sebes ou sob coberto de bosques. Tem preferência por solos ácidos, suportando também solos calcários. No entanto, continua a ser uma espécie bastante tolerante: não sendo incomum encontrar populações que se dão muito bem em solos calcários secos com exposições ensolaradas. Desenvolve-se até cerca de 1000 m de altitude; tolera temperaturas até 15°C negativos, tem crescimento lento; longevidade desconhecida.

Reproduz-se por sementes no Outono e na Primavera, depois de estratificação. Por estaca lenhosa colhida no Verão, com 2-3 entrenós.

 

DISTRIBUIÇÃO

Ampla distribuição do fúsaro no continente europeu, excepto o extremo norte e sul; Cáucaso, Ásia Menor, Sibéria e Noroeste de África, Marrocos, Argélia e Tunísia.

Em Portugal continental, ocorre principalmente no Norte e Centro do País. Com preferência por locais húmidos na periferia de cursos de água ou em vales. Nos Açores, existe a espécie endémica de sanguinho (Frangula azorica).

 

USO

Usos do sanguinho-de-água

A madeira do sanguinho-de-água, fora outrora utilizada na produção de carvão; deste fabricava-se pólvora muito apreciada por arder de forma constante permitindo explosões controladas. Os ramos flexíveis, também foram utilizados em cestaria. Quanto aos seus frutos verdes e casca, dos primeiros extraía-se um corante verde para tingir tecidos e da casca extraía-se um corante amarelo utilizado também em tinturaria.

O sanguinho-de-água, planta ornamental

Planta muito apreciada em parques e jardins, principalmente por atrair e alimentar várias espécies de insectos e de passeriformes. Resistência à poluição urbana.

 

Família: RHAMNACEAE

Nome científico: Frangula alnus Mill.

Publicação: 1768

Grupo: folhosa caduca

Nomes vernáculos: sanguinho-de-água, sanguinho, amieiro-negro, fúsaro, frângula, frangulina, sangarinheiro, sangarinheiro-da-água, sanguinho-bastardo, amieiro-preto, sanguinheiro, lagarinho, langarinho, zangarinho, zangarinheiro

 

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