Arbutus unedo – Medronheiro, Ervedeiro

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Medronheiro - Ervedeiro

 

Família: ERICACEAE

Nome científico: Arbutus unedo L.

Publicação: 1753

Grupo: folhosa perene

Nomes vernáculos: medronheiro, ervedeiro, érvodo, ervado, ervedo, êrvedo

 

Hábito: Arbusto ou pequena árvore de folha persistente; com um porte que vai dos 5 aos 10 m de altura, excepcionalmente atinge 15 m. Possui copa oval e espessa. O tronco e os ramos são tortuosos. O ritidoma é fendilhado, destacando-se em tiras, geralmente castanho-avermelhado.

 

Folhas: lanceoladas, de 5-10 cm de comprimento, coriáceas, serradas, com pecíolo curto, alternadas, glabras excepto na base; lustrosas e verde-escuro por cima, mais claras por baixo.

Flores: floração de Outubro a Fevereiro. Flores hermafroditas, brancas com matizes verde ou rosa, formam inflorescências em panículas pendentes.

Frutos: fruto globoso e verrugoso comestível, mede entre 15 a 20 mm, é primeiro verde passando por amarelo e tornando-se depois escarlate a vermelho-escuro durante o amadurecimento que ocorre no Outono do ano seguinte. Frutifica a partir dos 8-10 anos.

Gomos: globulosos e pequenos.

Ritidoma: avermelhado ou pardo-acinzentado, delgado, gretado, muito escamoso, caduca em pequenas tiras nos exemplares mais velhos.

 

Habitat: árvore de plena luz que tolera o assombramento; suporta climas com períodos estivais secos e pluviosidade baixa, bem como altitudes até 600 m.

Prefere solos siliciosos da costa ou da montanha, mas suporta os calcários e pobres em húmus, de textura e humidade médias.

Propagação: propaga-se por semente, ou por estaca, renova bem pelo cepo. A reprodução do medronheiro obedece a um mecanismo natural a esta espécie. Começa com a queda do fruto maduro no Outono/Inverno, a partir do qual se produz uma maceração e fermentação das sementes. Esta é ajudada em grande parte pela manta vegetal e o sucesso de germinação na Primavera seguinte dependerá das condições edafoclimáticas em que decorreu essa maceração.

Vive para além de 200 anos.

 

Distribuição geográfica: espécie mediterrâneo-atlântica, que se encontra no Sudoeste do continente, indo da Irlanda, Bretanha, regiões tipicamente de clima atlântico, à costa mediterrânica.

Em Portugal: é espontâneo em quase todo o território, embora com maior frequência a sul do Tejo, onde adquire importância de relevo, sobretudo nas serras de Monchique e do Caldeirão nas quais ocupa proporcionalmente grandes superfícies.

 

Usos: uso ornamental, devido às flores e frutos muito vistosos que sobressaem das folhas verde-escuro. Os frutos, comestíveis, servem a produzir a perfumada aguardente de medronho.

Resistente à poluição urbana.

A família das Ericaceae

Fazem parte da mesma família: a urze-branca (Erica lusitanica),  a urze-arbórea ou torga (Erica arborea), a queiró (Erica umbellata), o rododendro (Rhododendron ponticum), o arando (Vaccinium myrtillus), a camarinha (Corema album)… Reparem nas respectivas flores muito semelhantes, cujos  elementos constitutivos, formas e disposição destes, participam na determinação e pertença de uma planta a uma determinada família botânica. Consultem  a página da UTAD dedicada à família Ericaceae, para mais informação: https://jb.utad.pt/pesquisa/familia/Ericaceae