Cupressus sempervirens – Cipreste

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Cipreste

 

Família: CUPRESSACEAE

Nome científico: Cupressus sempervirens L.

Publicação: 1753

Grupo: resinosa persistente

Nomes vernáculos: cipreste-comum, cipreste-dos-cemitérios, cedro-bastardo, cipreste-mediterrânico, cipreste-de-itália, cipreste-italiano, cipreste-piramidal

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Hábito: árvore muito característica da paisagem mediterrânica, de porte mediano 20-25 m, pode atingir 30 m de altura. Possui duas formas: a de copa fusiforme com ramos fastigiados e a de copa piramidal com ramos patentes; resinosa com ramagem densa de folha persistente. O tronco erecto, gretado é de cor castanho-acinzentado. Os ramos são erectos ou patentes, os raminhos novos mais ou menos tetragonais com inserção irregular no raminho principal. A cor dominante é o verde-escuro.

 

Folhas: opostas, escamiformes,  obtusas, curtas de 1 a 1.5 mm de comprimento, todas semelhantes, muito aplicadas ao raminho, verde-escuro mate.

Flores: planta monóica que floresce na Primavera. As flores masculinas: estróbilos amarelo-esverdeados de 4 a 8 mm de comprimento, dispostos nas extremidades dos ramos, as femininas são globosas e situam-se na extremidade de outros raminhos geralmente curtos.

Frutos: pequenos gálbulas, com forma de cones-globosos, curtamente pediculadas, oblongas de 2,5 a 4 cm de comprimento, primeiro verdes, depois cinzento-amareladas quando maduras no segundo ano, com 10 a 14 escamas poligonais, mucronadas e com margens algo onduladas. Cada escama ao abrir liberta entre 8 a 20 sementes aladas com cerca de 3 a 6 mm.

Gomos: 

Ritidoma: pouco espesso, primeiro liso, depois castanho-acinzentado ou avermelhado com fissuras superficiais, sem descamação.

 

Habitat: pouco exigente quanto ao solo, aceita-os secos, pobres, áridos, calcários ou não, mas rejeita os encharcados. Medianamente tolerante ao ensombramento, resiste bem ao vento e à secura e mínimas de -10/15° C.

Não vai além dos 800 m de altitude. Vive cerca de 1000 anos.

Propagação: Propaga-se por semente.

 

Distribuição geográfica: aparentemente é originário do Próximo-Oriente, Irão, Síria, mas foi  plantado extensamente e hoje encontra-se naturalizada em toda a zona mediterrânea.

Em Portugal: está espalhada por todo o território, excepto nas zonas alpinas.

 

Usos: a forma fusiforme tem essencialmente um papel ornamental e faz parte da paisagem de clima mediterrânico. Devido à sua boa resistência ao vento, os ciprestes fusiformes são utilizados na constituição de sebes e de corta-vento na protecção das culturas

Já a forma fastigiada tem aplicação florestal, pois a sua madeira de boa qualidade, pesada e muito duradoira é praticamente indestrutível, mesmo em locais húmidos; utilizada em mobiliário de luxo, fabrico de instrumentos musicais e carpintaria.

Diz-se que o facto de ser normalmente plantada perto dos cemitérios se deve à forma da copa, que é semelhante a uma vela. Os ciprestes estariam assim, a velar os mortos.

 

Mito da criação do cipreste

Cyparissus, gostava de passear pelos bosques na companhia de um magnífico veado domesticado, dedicado a Apolo. Ora acontece que por engano, Cyparissus, mata o veado seu companheiro. Apercebendo-se do seu erro, fica inconsolável e lamenta-se tanto que Apolo que tinha assistido ao funeste fim do animal, transforma o caçador em árvore, dando-lho o seu nome: cipreste; árvore do luto, “Sobre ti derramarei lágrimas” – Tu serás o companheiro da dor e do luto   (Ovídio in “As Metamorfoses”)

No entanto a mitologia grega consagra o cipreste ao deus Hades, deus das profundezas, dos subterrâneos e dos infernos, e isto, devido à sua grande longevidade e à sua folhagem persistente, sempre verde.

Fazem parte da mesma Família: o cipreste-do-buçaco, o cipreste da califórnia, o cipreste de lambert…