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Buxo

 

Família: BUXACEAE

Nome científico: Buxus sempervirens L.

Publicação: 1753

Grupo: folhosa perene

Nomes vernáculos: buxo, buxinho, olho-de-gato, árvore-da-caixa

 

Hábito: arbusto, raramente pequena árvore de folha perene, de 2 a 8 m de altura em condições ideais, com um porte muito ramificado. Possui um tronco erecto com o ritidoma castanho a acinzentado, ramos pubescentes.

 

Folhas: ovadas a elípticas, coriáceas, opostas, pubescentes na base e com pecíolo curto têm 1 a 3 cm de comprimento com nervura principal saliente; frequentemente chanfradas no ápice, verde-escuro brilhantes na página superior, foscas e verde-amarelo na página inferior, embora varie do amarelado ao avermelhado durante o Inverno. Possuem um cheiro característico e desagradável.

Flores: inflorescências monóicas amareladas, com disposição axilar e constituídas por pequenas flores masculinas sésseis, com 4 sépalas e 3 estames epissépalos que rodeiam uma flor feminina central, composta por um ovário coroado por 3 estiletes bem patentes. A floração ocorre entre Fevereiro e Maio.

Frutos: pequeno fruto coriáceo, capsular oblongo de 3 cm, inicialmente verde-azulado, torna-se castanho quando maturo, com 3 valvas que terminam por cornículos que se abrem em Setembro, contendo cada uma, duas ou mais sementes de um negro lustroso .

Gomos: 

Ritidoma: inicialmente liso e castanho, torna-se com a idade gretado e acinzentado. Os raminhos são quadrangulares e pubescentes de cor castanho-amarelado.

 

Habitat: grande rusticidade, adapta-se a todos os tipos de solos, desde que não sejam muito húmidos, embora os prefira calcários. Espécie de meia luz, suporta o coberto como a plena luz. Atinge a maturidade entre 10 e 15 anos, tem crescimento lento. Ocorre em matos, bosques e margens de rios. Vai até 1600 m de altitude, vivendo 500 anos e mais.

Propagação: propaga-se por semente ou por estaca.

 

Distribuição geográfica: nativa do sul da Europa e da Ásia Menor.

Em Portugal: a maior concentração encontra-se em Trás-os-Montes, nomeadamente nos vales do Sabor, do Tua e seus afluentes. Ocorre ainda noutros pontos do País, em pequenas comunidades, desde que as condições naturais e a acção do homem o permitem.

 

Usos: a principal utilização é como planta ornamental em jardins, onde é utilizada para topiária (arte de adornar os jardins, dando às plantas diversas configurações, actividade já utilizada na antiguidade romana e mais recentemente, nos jardins à francesa), em sebes. Suporta muito bem as podas.

A sua madeira, densa de 0,9 a 1,06, dura (a segunda, logo após o ébano), flexível e duradoira, com uma textura muito fina, de cor amarelo-claro foi muito utilizada no fabrico de instrumentos de música, marchetaria…

Resiste à poluição urbana.

 O buxo provoca irritações cutâneas

O buxo é uma planta venenosa devido à presença de certos alcalóides. As folhas contêm um óleo butiráceo volátil e vários alcalóides. O contacto com a seiva pode provocar irritações cutâneas.

Existem duas espécies de buxos europeus

Existem duas espécies de buxo na Europa: o buxo (Buxus sempervirens), que se encontra em Marrocos, Portugal, Espanha, França, Alemanha, Suíça e Inglaterra, e o buxo-das-baleares (Buxus balearica), que vive nas ilhas Baleares, Sardenha, assim como na Andaluzia. Este último é de crescimento mais rápido, podendo atingir  20 m de altura.