À figueira da Quinta de S. Pedro – S. Lourenço, Azeitão – pedindo à sua dona que nunca a deixe morrer

Pedro Mário de Alles Tamen, poeta e tradutor português
Árvore
25 octobre 2019
Alexandre O'Neill, poeta português

Alexandre O'Neill, poeta

À figueira da Quinta de S. Pedro – S. Lourenço, Azeitão – pedindo à sua dona que nunca a deixe morrer


Na profusão dos gestos, a presença: a figueira.
Merecia ir à piscina tomar banho, a figueira.
Merecia mais que muita gente,
que, semovente,
passarinheira,
não passa afinal de estar à beira.

Com seus braços,
nadaria, ao mesmo tempo, em todos os sentidos,
seria a presença inteira
(e nunca, meu Deus!, a D. Maria
ou a D. Fernanda Figueira…)

– Generosa figueira,
quando estiveres doente quem te deita?

 

Alexandre O´Neill, (1924-1986),

in Coração acordeão”, O Independente, 1973

in “Poesias Completas & Dispersos”, edição de Maria Antónia Oliveira, Assírio & Alvim, 2017

 

 

Se pretende partilhar um comentário, colocar uma pergunta, acrescentar uma informação, ou observações, informamos que é possível fazê-lo sem que tenha de se registar neste sítio. Basta digitar a sua mensagem no espaço « iniciar uma conversa« , depois clique no botão enviar e escolha, “Prefiro publicar como convidado”.